Vol. 1, N. 01 ImaginaRIO – Smart City

Observatório imaginaRIO #1
Observatório imaginaRIO #1
mar/2019

Está no ar a primeira edição do boletim do Observatório imaginaRIO! 
O Observatório imaginaRIO é um desdobramento do seminário imaginaRIO, realizado em novembro de 2018 pelo Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo (Lacon/UERJ).
O boletim tem a proposta de monitorar e divulgar as principais notícias, eventos culturais e publicações sobre a temática dos megaeventos, do consumo e da cidade, com foco no Rio de Janeiro.
Dossiê revista Interin
 
Em 2019, a revista Interin (UTP) lançou o dossiê Comunicação, Consumos e Cidades, que teve o professor Ricardo Freitas como um dos organizadores. Nessa edição, podem ser encontrados artigos sobre os megaeventos no Rio de Janeiro, alguns deles elaborados por pesquisadores que participaram do seminário imaginaRIO ano passado. 

Vania Fortuna e Monica Christina Pereira de Sousa pesquisam a musealização e a produção de sentidos da “revitalização” da zona portuária carioca a partir da cobertura do jornal O Globo, entre 2010 e 2015. Já Flávia Barroso de Mello e Luís Pessôa discutem as narrativas institucionais veiculadas no site Porto Maravilha, refletindo sobre as disputas entre o poder público e os moradores locais a respeito dos imaginários e identidades culturais da região portuária.

Débora Gauziski analisa a representação da paisagem carioca através das fotografias das reformas urbanas para os Jogos Olímpicos, produzidas por Cesar Barreto para o portal institucional Cidade Olímpica. Por sua vez, Cíntia Sanmartin, Micael Herschmann e Flávia Barroso refletem sobre o ativismo popular no carnaval de rua não oficial do Rio de Janeiro. Bianca Antunes e Leticia Matheus discorrem sobre a relação entre medo, violência, espaço urbano e mobilidade a partir da página do Facebook “Onde Tem Tiroteio-RJ”.
Smart City
 
A cidade do Rio de Janeiro foi selecionada como uma das mais inteligentes do mundo pelo relatório do Future Today Institute (FTI) de 2019. O Rio foi a única cidade da América Latina presente no ranking, ocupando a posição 44 de 50, na frente de Xangai, Chicago, Munique,Toronto e Bordeaux. A primeira colocada foi a cidade de Copenhague.  

Na pesquisa desse ano, foram avaliadas 100 cidades que tivessem dados abertos (fornecidos por autoridades municipais, regionais e nacionais). Alguns dos pontos analisados foram: conectividade 4G, hotspots públicos de wi-fi, dados governamentais acessíveis, altos cargos disponíveis no governo para profissionais da área tecnológica e científica, dados de trânsito otimizados, disponibilidade de serviços compartilhados de transporte, parcerias técnico-científicas entre entes públicos e privados, preocupação ambiental, iniciativas para reduzir os resíduos, acesso a energia limpa e planejamento urbano. 
 
Segundo o FTI, uma smart city é composta por parcerias público-privadas, tecnologia acessível, planejamento urbano econômico de longo prazo e acesso igualitário aos cidadãos. O relatório prevê que até 2050 haverá o dobro de pessoas vivendo em áreas urbanas que rurais, o que poderia aumentar em até 1 trilhão de dólares o mercado para projetos envolvendo as smart cities até 2025. 
Exposição Museu Nacional Vive
 
Até 29 de abril, o CCBB sedia a exposição Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate, com mais de 100 peças recuperadas do incêndio que atingiu o Museu Nacional no ano passado. Além desse acervo, também estão expostos itens da biblioteca do Museu Nacional, como a primeira publicação científica, datada de 1870. 
Mapeamento da Indústria Criativa 
 
A Firjan divulgou o Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, realizado a partir de dados coletados entre 2015 e 2017. O estudo aponta que Rio de Janeiro e São Paulo seguem como os estados mais representativos do mercado de trabalho criativo, que abrange as áreas de consumo, cultura, mídia e tecnologia, respondendo juntos por 50% dos empregos criativos do país. As maiores participações nos PIBs estaduais foram São Paulo (3,9%), Rio de Janeiro (3,8%) e Distrito Federal (3,1%), acima da média nacional de 2,61%.

O Rio de Janeiro, por sua vez, permaneceu na liderança isolada na remuneração por estado, com os maiores rendimentos médios nacionais em Pesquisa & Desenvolvimento (R$ 18.134,00), Artes Cênicas (R$ 11.362,00), TIC (R$ 9.022,00) e Audiovisual (R$ 7.863,00).
Para ler com calma
  • Entrevista com a pesquisadora Alessandra Porto sobre sua pesquisa no bairro de Copacabana
  • Artigo de Vânia Fortuna sobre a relação do Museu do Amanhã e o processo de musealização das cidades globalizadas
  • Artigo de Ana Teresa Gotardo sobre o papel da música na construção de sentidos do audiovisual a partir do documentário Rio 50 Degrees
Chamadas abertas
A Revista Lusófona de Estudos Culturais está com duas chamadas abertas: Ressignificações da festa e identidades comunitárias (até 14 de maio) e Comunicação da arte pública urbana: via culturas móveis e turísticas (até 15 de setembro).
A Revista de Estudos Universitários está com duas chamadas abertas: Espaços urbanos: experiências, virtualidades e sociabilidades (até 10 de maio) e Comunicação, cidade e territorialidades contemporâneas  (até 5 de setembro).
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