Vol. 1, N. 04 BERRO! – Participação política trans no Brasil

BERRO! #4
O boletim Berro! Comunicação para a Diversidade tem a proposta de reunir notícias, artigos, dados representativos, ações, produtores e conteúdos com o foco LGBTQIA+. Este boletim é uma realização do Laboratório de Comunicação Cidade e Consumo (Lacon/Uerj). 

Pose

A série Pose é uma das primeiras a trazer a narrativa trans para o audiovisual. Criada por Ryan Murphy, e com inspiração no documentário Paris is Burning, a série de temática LGBTQIA+ da Netflix conta com três temporadas e retrata o cotidiano das mulheres trans e homens gays negros nos Estados Unidos nas décadas de 1980 e 1990: como viviam, se sustentavam, trabalhavam, se divertiam e se relacionavam, além de abordar a questão do preconceito. A série tem um elenco bastante diverso e é protagonizada por atrizes trans. Estão presentes na obra MJ Rodriguez, Dominique Jackson, Indya Moore, Billy Porter, Hailie Sahar, Angelica Ross, Ryan Jamaal Swain, Angel Bismark Curiel, Dyllón Burnside, dentre outros. 

Pose aborda também a cultura do ballroom e do voguing. Outro tema que a série discute é o impacto da Aids. Na época em questão, a sociedade estava descobrindo e lidando com o HIV. O HIV ou vírus da imunodeficiência humana é o causador da Aids, uma doença sexualmente transmissível, responsável por atacar o sistema imunológico. 

A série retrata a realidade e o peso de ser trans, gay e negro nas décadas de 1980 e 1990, quando as pessoas lutavam para simplesmente conseguir frequentar um lugar ou alugar um espaço para trabalhar. Além de falar sobre as opressões sofridas pela comunidade LGBTQIA+, Pose também mostra seu lado afetuoso: a ajuda e o apoio para conseguir lidar com os problemas do dia a dia e ter forças para superá-los. A partir do espectro trans, a produção discute temas como afeição, amores, solidão e a questão da passabilidade.

Pose é uma ótima série para assistir e entender um pouco mais sobre a luta trans e também do movimento negro. Com produção, figurinos e direção de fotografia impecáveis, a obra audiovisual tem uma narrativa bastante plural. As personagens são encantadoras e o enredo faz o espectador rir, chorar e sentir raiva. Assista na Netflix.

Presença queer no Met Gala

 
No dia 13 de setembro, em Nova Iorque, aconteceu o Met Gala, o maior evento do mundo da moda onde diversas personalidades da mídia se reúnem para angariar recursos para o Costume Institute. O tema dessa edição foi “Na América: Um Léxico da Moda”, ou seja, os trajes deveriam refletir a moda estadunidense e suas mudanças políticas e sociais. A edição deste ano contou com a presença de Valentina Sampaio, top model brasileira da Victoria’s Secret, pela primeira vez.

Membros da comunidade LGBTQIA+ ganharam destaque no tapete vermelho do evento, trazendo looks incríveis e extravagantes, agradando o público presente no local e na internet. Para ver alguns dos looks, clique aqui

Tours parisienses focados na diversidade


Passeios temáticos oferecem uma nova visão da diversidade em Paris. Agências de turismo da cidade estão apostando em tours temáticos focados em histórias e personalidades relacionadas a questões raciais, justiça social e direitos das mulheres, que são pouco conhecidas na capital.

Dentre as atrações está a empresa The Gay Localsque tem o objetivo de contar uma história mais inclusiva com enfoque nos cidadãos LGBTQIA+ que fizeram parte da história de Paris, além de promover um ambiente seguro e receptivo aos visitantes. Seu idealizador, Bryan Pirolli, teve a ideia para o empreendimento ao perceber que não havia essa preocupação com os turistas LGBTQIA+ em empresas que trabalhou antes. The Gay Locals oferece tours culturais ou baladeiros, itinerários customizados e também organiza eventos para pedidos de casamento, colocando as necessidades específicas do viajante em primeiro lugar.

Ser LGBTQIA+ no Afeganistão 

 
Após ofensiva do grupo radical Talibã no Afeganistão, em agosto deste ano, homens e mulheres afegãos temem por suas vidas e pela liberdade. Em uma entrevista à BBC, um homem gay de 21 anos falou sobre como está sendo viver no país sob o regime do grupo extremista. Abdul, nome fictício dado ao estudante para protegê-lo, contou que, mesmo antes da invasão, já era perigoso falar sobre a sua sexualidade para as pessoas. Caso contasse para a pessoa errada, ele poderia ser preso e julgado perante as leis afegãs. Hoje, porém, tornou-se impossível até sair de casa: o medo e o desespero o atormentam. Abdul conta que não tem mais notícias dos seus amigos e colegas, e que há soldados armados em toda a parte. “Quando vejo o Talibã pelas janelas, fico muito assustado. Meu corpo começa a tremer ao vê-los”, disse o estudante durante a entrevista.

Machismo e LGBTQfobia no futebol

 
No artigo “Expressões e corporalidades de mulheres cis e homens trans no ambiente futebolístico”, os pesquisadores Mariane da Silva Pisani e Maurício Rodrigues Pinto exploram como as estruturas machistas e LGBTfóbicas existentes na prática do futebol são vivenciadas por mulheres e homens trans.

Participação política trans no Brasil

 
Sarah Roriz de Freitas e André Macedo de Oliveira analisam a participação política das pessoas trans no Brasil, em seu artigo. O trabalho também faz um levantamento do perfil das candidaturas trans nas eleições brasileiras de 2002 a 2020.
Linn da Quebrada
 
A homenageada desta edição é a ativista social, atriz, cantora e compositora Lina Pereira, mais conhecida como Linn da Quebrada. Ela, que é assumidamente travesti, discute gênero e padrões impostos na sociedade em seu trabalho. Segundo Linn, ela pode ser considerada “bicha, trans, preta e periférica. Nem ator, nem atriz, atroz. Performer e terrorista de gênero”. Seu primeiro álbum, intitulado “Pajubá”, lançado em 2017, promoveu a disseminação de pautas do cotidiano da comunidade LGBTQIA+.

 
A ONG Movimento D’ELLAS é organizada por mulheres e tem como objetivo a luta contra a violência e discriminação, exigindo o direito de cidadania plena para a comunidade LGBTQIA+, especialmente mulheres lésbicas, transexuais e bissexuais. Além disso, a ONG possui projetos que promovem a reinserção dessas mulheres, em qualquer faixa etária, no mercado de trabalho, promovendo rodas de conversas e atividades para melhorar sua condição de vida.

Parada LGBTQIA+ em Roraima
 

Pelo segundo ano, a parada LGBTQIA+ aconteceu remotamente em Roraima, por meio de uma live no YouTube. A apresentação contou com artistas locais e o tema do ano foi “o vírus da intolerância também tira vidas, use o respeito e a máscara do amor”. De acordo com o coordenador da Parada e também diretor do grupo DiveRRsidade, Sebastião Diniz, o evento acontece como um momento de luta e reflexão. A parada teve cinco apresentadores, dentre eles a miss trans Hayub, o digital influencer Adeilton, as jornalistas Mari Turco e Karina Teixeira e o cantor Dynho. Houve também a entrega do prêmio Direitos Humanos Dr. Marcos Braga, reconhecendo instituições, empresas e personalidades que dão visibilidade ao movimento.

Alexandra Gurgel

Alexandra Gurgel é jornalista, escritora, digital influencer, ativista e fundadora do Movimento Corpo Livre. Com 1 milhão de seguidores só no Instagram, Alexandra usa a rede social para falar sobre a comunidade LGBTQIA+, saúde mental, corpo, gordofobia e machismo.

Assumida e publicamente lésbica, e atualmente noiva de Carol Caixeta, ‘Xanda’ é a criadora do movimento #CorpoLivre, que existe para trazer de volta a autoestima e a aceitação à mulheres que sofrem por não se encaixarem no “corpo padrão”. 
Sheyla Christina

Criada pelo designer de interiores Fábio Marx, Sheyla Christina é uma elegante digital influencer que, através de vídeos curtos publicados no Instagram e no TikTok, dá dicas e conselhos amorosos.

A personagem, que viralizou em maio deste ano, ganhou a graça do público pelos conselhos engraçados e super empoderados postados nas redes.

DENDEZEIRO

A DENDEZEIRO, uma marca criada por dois jovens da comunidade LGBTQIA+ de Salvador, produz moda a partir de viés representativo, onde diferentes corpos podem ser vistos e vestidos. Para a DENDEZEIRO, a diversidade é algo central e, tendo consciência disto, as roupas são produzidas para exaltar a beleza e existência de pessoas pretas e queer. Além da sua comunicação visual, que é voltada para os públicos citados, a marca trabalha com modelagens que extrapolam as linhas de gênero e normatividade.

Procuro um amor…

Você sabia que há diversas formas de se sentir atraído romanticamente por alguém? Pois é! Aqui listaremos algumas delas:

Alorromântica – Pessoa que sente atração romântica sem restrições (o que não significa que a pessoa não tenha seus próprios critérios, sejam eles conscientes ou inconscientes).

Arromântica – Pessoa que não sente atração romântica por ninguém, condição presente na área cinza.

Demirromântica – Pessoa que sente atração romântica apenas quando há um aumento de aproximação ou intimidade com a outra pessoa. Condição presente na área cinza.

Grayromântica – Pessoa que raramente sente atração romântica por alguém, ou apenas em situações muito específicas. Também pertence a área cinza.

Para ler esses e outros termos na íntegra, acesse nosso glossário online aqui.
• 23 de Setembro – Dia da visibilidade bissexual 
• 26 de outubro – Dia da visibilidade intersexual
• 8 de novembro – Dia da solidariedade intersexual
• 8 de dezembro – Dia da pansexualidade
• 10 de dezembro – Dia dos direitos humanos
#gay
#diversidade
#lgbt
#lgbtqia+
#juntoscomorgulho
#queer
#trans
Gostaria de divulgar sua pesquisa acadêmica, produção artística ou audiovisual, evento ou outro conteúdo relacionado a temáticas LGBTQIA+? Entre em contato com a gente através das nossas redes sociais ou do e-mail berrouerj@gmail.com 🙂
Email
Website
Instagram
Facebook
Copyright © 2026 Berro, All rights reserved.
You are receiving this email because you opted in via our website.

Our mailing address is:
Berro
berrouerj@gmail.com
Rio De Janeiro, Rj 20010-000
Brazil

Add us to your address book


Want to change how you receive these emails?
You can update your preferences or unsubscribe from this list.

Email Marketing Powered by Mailchimp

Compartilhe essa publicação:

Outros textos