Viviane Lopes dos SANTOS
Resumo
Com direção geral de Leandro Gregório3 e dramaturgia e roteiro de Adrén Alves4, ‘Siriocra, o Show da Diversidade’ é um espetáculo pensado por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e não binárias integrantes do Coro LGBTI+ Arco-Íris por Prazer, um dos projetos do Grupo Arco-Íris5.
A peça, que teve uma apresentação pocket na sede do Grupo Arco-Íris em 2024, estreou oficialmente em agosto de 2025 como parte da programação oficial da 4ª Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Rio de Janeiro6. Dividida em três Atos (Alegria, Protesto e Esperança), a encenação retrata a vivência de dor e preocupação de mães de pessoas LGBTI+; a rotina de sobrevivência de pessoas negras em uma sociedade racista; a revolta de homens gays que passam por discriminação diariamente; o estigma de pessoas que convivem com o HIV; a representatividade de pessoas não binárias e a invisibilidade violenta que desumaniza pessoas trans.
Compreendendo a necessidade de reafirmação de identidade de grupos lidos socialmente como minorias, este trabalho pretende investigar de que forma a produção Siriocra (HALL, 2016) contribuiu para a melhoria de autoestima desses indivíduos através do protagonismo de suas próprias histórias contadas.
Referências
CAIAFA, Janice. “Comunicação da diferença”. Revista Fronteiras, n. 14, 2011.
CARRERA, Fernanda. “Roleta interseccional: proposta metodológica para análises em comunicação.” In: Comunicação & Sociedade, v. 29, n. 2, 2021.
HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: Ed. PUC Rio, 2016. HIRANO, Lígia Ferreira et al. Marcadores sociais da diferença. São Paulo: Editora Fapesp, 2022.
MAFFESOLI, Michel. “O imaginário é uma realidade”. In: Revista Sociologia e Imaginário, n. 15, 2017.
