Ronieri Gomes, Raquel Ponte
Resumo
Esta pesquisa investiga em que medida produtos de design visual podem atuar na manutenção da cis-heteronormatividade e na reprodução da violência simbólica contra pessoas LGBTQIAPN+. Partindo da hipótese de que a sub-representação em mídias de massa contribui para a marginalização social deste grupo, o estudo analisa semioticamente a visualidade das capas de filmes mais assistidos da plataforma de streaming Globoplay entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025. A pesquisa articula a semiótica de Roland Barthes (2001) e Martine Joly (2012) como método de análise, aos estudos de gênero de Judith Butler e Paul Preciado e.expande a ideia de heteronormatividade para cis-heteronormatividade a partir das autoras Amara Moira (2017) e Beatriz Pagliarini Bagagli (2018) se utilizando também dos conceitos de habitus e violência simbólica de Pierre Bourdieu para desenvolvimento do arcabouço teórico.
Referências

BARTHES, Roland. Elementos de semiologia. São Paulo: Cultrix, 2001a. ______. Mitologias. 12. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001b. 

BOURDIEU, Pierre. Esboço de uma teoria da prática. In: ORTIZ, Renato (Org.). Pierre Bourdieu: Sociologia. São Paulo: Ática, 1983. p. 46-81. 

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. 

MOIRA, Amara. O cis pelo trans. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 25, n. 1, p. 365-373, jan./abr. 2017. 

PRECIADO, Beatriz. Testo Junkie: Sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. São Paulo: N-1, 2018. 

Produção de significados visuais cis-heteronormativos: uma análise semiótica das capas de filmes mais assistidos da Globoplay
Como citar:

GOMES, Ronieri; PONTE, Raquel. Produção de significados visuais cis-heteronormativos: uma análise semiótica das capas de filmes mais assistidos da Globoplay. Lacon - Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo | UERJ, Disponível em: link. Acesso em: 12 de junho de 2026.