Teresa Silveira CARDOSO, Marcelo de Barros TAVARES
Resumo
O presente trabalho apresenta nossa pesquisa voltada à conexão entre as estratégias de comunicação interna nas/das organizações e os dilemas da empregabilidade de mulheres trans e travestis. Consideramos que a ausência de políticas organizacionais consistentes de diversidade pode expor esses corpos a situações de vulnerabilidade e adoecimento, resultando na manutenção de empregos precários pela dificuldade de recolocação (ONU, 2020). Nesse cenário, o transfeminismo se apresenta como corrente teórico-política que denuncia a invisibilidade histórica de mulheres trans e travestis tanto em agendas feministas quanto em políticas públicas de saúde, empregabilidade e segurança. Conforme Nascimento (2021), o transfeminismo não busca fragmentar o feminismo, mas alargar sua perspectiva, ao incorporar as questões de gênero, sexualidade, raça, classe e corporalidade. O conceito de interseccionalidade, discutido por Collins (2021), reforça que gênero, classe e etnia não podem ser analisados de forma isolada. Trazemos para a discussão os dados recentes do Manual de Empregabilidade LGBTQIAPN+ do Ministério do Trabalho (MTE, 2024) nos demonstram essas sobreposições: mulheres trans enfrentam mais dificuldade de contratação que homens trans e, quando negras, a barreira cresce 72% (MTE, 2024).
Referências

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SIMÕES, Roberto Porto. Relações públicas e micropolítica. São Paulo: Summus, 2001.

Navalha na carne das bonecas: (re)significação da comunicaçãona empregabilidade de mulheres trans e travestis
Como citar:

CARDOSO, Teresa Silveira; TAVARES, Marcelo de Barros. Navalha na carne das bonecas: (re)significação da comunicaçãona empregabilidade de mulheres trans e travestis. Lacon - Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo | UERJ, ano 2025. Disponível em: link. Acesso em: 12 de junho de 2026.

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