Karina Pereira Santana da Silva
Resumo
O futebol constituiu-se como fenômeno cultural de grande relevância no Brasil e no mundo, ultrapassando a prática esportiva e se configurando como espaço de produção de identidades e disputas simbólicas. Nesse cenário, as questões de gênero e sexualidade são centrais para compreender os mecanismos de inclusão e exclusão que marcam a experiência de atletas LGBT no futebol. O presente trabalho busca analisar as diferenças de acolhimento e representatividade entre o futebol masculino e o feminino, evidenciando conquistas, resistências e silenciamentos que atravessam ambos os contextos.
A investigação fundamenta-se em pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, baseada em revisão bibliográfica e análise documental. São mobilizados aportes teóricos de Louro (2004), Connell (2005), Goellner (2005) e Bento (2006), que permitem problematizar a masculinidade hegemônica e a heteronormatividade estrutural no campo esportivo. Também são considerados materiais audiovisuais e campanhas, como Forbidden Games: The Justin Fashanu Story (2017), Game Face (ESPN), The Last Match (Brasil), LFG: Quanto é o Suficiente (2021) e a iniciativa #FutebolSemHomofobia, que reforça a importância da visibilidade como estratégia de enfrentamento da exclusão.
Referências
BENTO, Berenice. A reinvenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.
CONNELL, Raewyn. Masculinities. 2. ed. Berkeley: University of California Press, 2005.
GOELLNER, Silvana. Mulheres e futebol no Brasil: entre sombras e visibilidades. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 19, n. 2, p. 109-122, 2005.LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
