Fernanda Estevam de Carvalho
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar o filme Cidade dos Piratas (2019), dirigido por Otto Guerra, como um lugar de reflexão sobre a vida e a obra da cartunista Laerte Coutinho, mulher transgênero, figura central das charges e dos quadrinhos brasileiros contemporâneos. A obra, ao articular narrativas biográficas com fragmentos ficcionais e metalinguísticos, abre caminhos para pensar a relação entre poder, corpo, sexualidade e identidade de gênero, e como esta é tratada pelo humor gráfico. Pretende-se observar, pela semiologia barthesiana (Barthes, 1990), como personagens emblemáticos da cartunista, em especial Ivan e Muriel, operam como signos e espelhos de sua vivência, e como a linguagem do humor gráfico é empregada para questionar as normas de gênero e sexualidade.
Referências

BARTHES. Roland. O Óbvio e o Obtuso: ensaios críticos III. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,  1990.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal,  1985. 

LE BRETON, David. A sociologia do corpo. Petrópolis: Vozes, 2007. LE BRETON, David. Rir: uma antropologia de quem ri. Comunicação apresentada no Seminário Permanente em Performance & Cognição, nov. 2021, disponível em  performanceecognicao.fcsh.unl.pt/2021/11/18/rir-uma-antropologia-da-pessoa-que-ri/

Laerte Minotaura: Corpo, sexualidade e humor gráfico em Cidade dos Piratas
Como citar:

CARVALHO, Fernanda Estevam de. Laerte Minotaura: Corpo, sexualidade e humor gráfico em Cidade dos Piratas. Lacon - Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo | UERJ, ano 2025. Disponível em: link. Acesso em: 12 de junho de 2026.

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