Tatiana Cioni Couto
Resumo
Durante séculos, a mulher foi proibida de correr. O veto surgiu da ideia de que o corpo feminino era frágil e, por isto, não podia participar de atividades intensas. No século XIX, as normas esportivas foram mudadas e com isto, foi possível a participação feminina nas Olimpíadas e em outras competições esportivas (GOELLNER,2016). Recentemente a presença das mulheres superou a dos homens na Maratona do Rio de Janeiro (Globo Esporte, 20253). Houve o surgimento de crescimento de corridas exclusivas para mulheres, como a Corrida das Poderosas e a Corrida Mulher Maravilha. Ambas possuem como objetivo o empoderamento feminino. Grupos no Facebook de mulheres corredoras surgem a todo momento como meio de vincular pessoas com o mesmo interesse. Conquistas, superações, felicidade e laços virtuais de amizade são trocados diariamente em redes sociais esportivas. Le Breton (2009, p12) afirma que a “[…] cultura afetiva oferece os principais esquemas de experiência da ação sobre os quais o indivíduo tece sua conduta”. Siqueira (2015) destaca que o sensível e o emocional fazem parte de uma gramática simbólica, e por isto, apresenta estudos sobre corpo e emoção na mídia. Por esta perspectiva, recortamos as mídias sociais como parte do estudo deste artigo.
Referências

BEAVOIR, Simone de. O segundo sexo: fatos e mitos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1970 

COUTO, Tatiana Cioni. O gênero nas publicidades esportivas. I Seminário Internacional do Coletivo Martha (2024). Resumo disponível em https://coletivomarta.org/1o-seminario-internacional-do-coletivo-marta 2024/anais2024/ 

COUTO, Tatiana Cioni. A hiperpersonalização das marcas esportivas no mercado feminino: um estudo de caso  da Nike. Ebook IX Congresso Internacional do Núcleo de Estudos das Américas _ Nucleas – UERJ XVII  Congreso de La Sociedad Latinoamericana de Estudios sobre Americana Latina el Caribe (Solar), Pré Congresso  ICA (150 anos Congreso Internacional de Americanistas). ISBN 9786501429595. 2024 A, p.591-601. 

GOELLNER, Silvana Vilodre. Jogos Olímpicos: a generificação de corpos performantes. Revista  USP: São Paulo, n. 108, p. 29-38 • janeiro/fevereiro/março, 2016 

LE BRETON, David. As paixões ordinárias: antropologia das emoções. Petrópolis: Vozes, 2009. 

MAFFESOLI, M. O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa. Rio  de Janeiro: Forense Universitária, 1998.  

SIMMEL, G. Questões fundamentais da sociologia. Tradução de Pedro Caldas. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. 

SIQUEIRA, Denise da Costa Oliveira. Corpo, construção social das emoções e produções de sentido na  comunicação. In: A construção social das emoções: corpo e produção de sentidos na comunicação. Porto  Alegre: Sulina, 2015.

Corro, relato e compartilho: vinculação e afeto em redes móveis
Como citar:

COUTO, Tatiana Cioni. Corro, relato e compartilho: vinculação e afeto em redes móveis. Lacon - Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo | UERJ, ano 2025. Disponível em: link. Acesso em: 12 de junho de 2026.

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