Eduardo Bianchi
Resumo
A descrição do perfil @zachary.starr já aponta para uma prática de autenticidade cuidadosamente roteirizada, em que frases motivacionais, vídeos de proximidade e avisos de proteção comunitária constituem a imagem carismática de um jovem que produz uma autoimagem sensível e sexualizada. No entanto, ao acrescentarmos a camada de que Zachary Starr não é um indivíduo “orgânico”, mas uma persona que tem sua imagem desenvolvida por uma IA e que opera por meio de um conteúdo catalogado, definido e postado por um ser orgânico, nos provoca a uma visão de uma “ciborguização” (Donna Haraway). A produção de Zachary Starr evidencia um cenário de interseção atual entre subjetividades digitais e estratégias de performance online. Quem fala com o público é Zachary Starr, uma imagética quase sempre (semi)desnuda, contudo, há o humano que quem gera o conteúdo e dá o comando (prompt) para que as máquinas desenvolvam aquilo que será evidenciado, curtido, compartilhado e comentado pelos consumidores.
Referências

DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. Lisboa: Relógio D’Água Editores, 2004.  HAN, Byung-Chul. A sociedade da transparência. Petrópolis: Vozes, 2019. 

HARAWAY, Donna J. Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no  final do século XX. In: HARAWAY, Donna J.; KUNZRU, Hari; TADEU, Tomaz.  Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica  Editora, 2009. 

LATOUR, Bruno. Reensamblar Lo Social: uma introdución a la teoria del actor-red.  Buenos Aires: Manantial, 2008.

A Nova Era dos Influenciadores Maquínicos: Liderança, Emoção e Coletividade no Perfil @zachary.starr_1
Como citar:

BIANCHI, Eduardo. A Nova Era dos Influenciadores Maquínicos: Liderança, Emoção e Coletividade no Perfil @zachary.starr_1. Lacon - Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo | UERJ, ano 2025. Disponível em: link. Acesso em: 12 de junho de 2026.

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