Jerson Pita
Resumo
O futebol brasileiro, enquanto um “fato social” (HELAL, 1990) de imensa capilaridade, historicamente se consolidou como um espaço regulado por uma norma de masculinidade hegemônica (PINTO; ALMEIDA, 2018). Contudo, a emergência da cultura participativa na internet (JENKINS, 2006) tem potencializado a articulação de grupos que contestam essa hegemonia. Este trabalho analisa a emergência da LGBTAÇO, autodenominada “a primeira torcida LGBTQIAP+ Oficial do Voltaço”. Argumenta-se que, diante da homofobia sistêmica que torna o ambiente físico das arquibancadas um espaço hostil (PINTO; ALMEIDA, 2018), coletivos como a LGBTAÇO utilizam as plataformas digitais, neste caso o Instagram, como arena principal para sua luta por visibilidade e reconhecimento. O objetivo é investigar as estratégias discursivas e as táticas de engajamento empregadas pelo grupo para politizar o debate e reivindicar seu direito de pertencimento ao universo do futebol.
Referências

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KARHAWI, I. ENTRE ALGORITMOS, MÉTRICAS DE ENGAJAMENTO E PLATAFORMAS DIGITAIS: INFLUENCIADORES DIGITAIS E TRABALHO DE VISIBILIDADE. Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación, São Paulo, v. 23, n. 46, p. 103-114, mai./ago. 2024. 

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PINTO, M. R.; ALMEIDA, M. B. de. Novos “sujeitos-torcedorxs”: trajetórias e estratégias de visibilidade da Galo Queer, Bambi Tricolor e Palmeiras Livre. Mosaico, v. 9, n. 14, p. 106-124, 2018. 

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“A Arquibancada Também é Nossa”: Ativismo Digital e a Luta por Visibilidade da Torcida LGBTAÇO
Como citar:

PITA, Jerson. “A Arquibancada Também é Nossa”: Ativismo Digital e a Luta por Visibilidade da Torcida LGBTAÇO. Lacon - Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo | UERJ, ano 2025. Disponível em: link. Acesso em: 12 de junho de 2026.

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