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Tersapata
Novidade no Rio de Janeiro, a Tersapata é um evento itinerante, criado pelo coletivo homônimo, idealizado por mulheres lésbicas e bissexuais. Inicialmente, era uma forma de preencher o vazio das terças-feiras com dança e cores. Hoje em dia, a festa pode acontecer em qualquer lugar, em qualquer dia. Apesar de marcar presença em Botafogo com frequência, o evento já passou pelo Circo Voador e pelo Pavilhão Lapa, dois espaços conhecidos no Centro do Rio.
Inspiradas pelo carnaval carioca, as organizadoras criaram um evento que se parece bastante com um bloco de rua, com muitas máscaras de patas e glitter. É mais um espaço onde pessoas LGBTQIAPN+ podem se sentir confortáveis e soltar seus corpos dançantes. Vale a pena conferir!
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UFRRJ começará debate sobre implementação de reservas de vagas para pessoas trans e travestis
A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) poderá ser a primeira do estado a implementar reserva de vagas para pessoas trans e travestis, com 3% das vagas de graduação por curso e turno. O cronograma de debates para a proposta foi divulgado, permitindo sugestões até 31 de agosto. Bruna Benevides, presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, considera a medida positiva, destacando a necessidade de combater a transfobia no ambiente educacional. Triz Fernandes Penna, parte do coletivo trans em outra universidade, ressalta as dificuldades não apenas para o ingresso, mas para a permanência na universidade, devido à falta de respeito e reconhecimento por parte dos professores. O processo seletivo exigirá autodeclaração e documentação com nome social, com penalidades para fraudes.
Além das cotas, a UFRRJ busca ampliar o debate, reconhecendo as barreiras enfrentadas por pessoas trans no acesso à educação, o que é crucial para entender as necessidades da comunidade e para garantir um ambiente respeitoso e acolhedor. A proposta de reserva de vagas não apenas facilita o ingresso, mas também visa o aumento da empregabilidade dessas pessoas, que frequentemente são excluídas do mercado de trabalho. A universidade estabelece que, ao se matricularem, os candidatos devem apresentar documentação adequada, reforçando o compromisso com a identidade de gênero. Essa iniciativa é um passo significativo rumo à igualdade e ao respeito às diferenças no contexto acadêmico.
Texto adaptado de notícia no site da Rádio Agência
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Hacks
Esse mês recomendamos uma série protagonizada por um personagem bissexual: Hacks. A série, disponível no streaming Max, conta a história de Ava, uma jovem roteirista que é forçada a trabalhar para Deborah Vance, uma estrela do stand-up que está começando a perder popularidade. O abismo geracional que existe entre as duas causa muitas brigas e reflexões sobre ética no trabalho, direitos das mulheres e sexualidade. Em um dos episódios mais divertidos da segunda temporada, as personagens embarcam em um cruzeiro de lésbicas para um show de stand-up, e a conversa sobre sexualidade ganha um destaque especial. A série tem colecionado prêmios desde a primeira temporada: foram 9 Emmys e 2 Globos de Ouro, para citar alguns. O grande sucesso é merecido, a série é imperdível se você gosta de comédias com alma e coração. Corra para assistir!
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Richarlyson Barbosa
O ex-jogador de futebol, e atual comentarista esportivo na Rede Globo, assumiu a bissexualidade em 2022, durante uma entrevista ao podcast “Nos Armários dos Vestiários”, que discutia machismo e homofobia no futebol. Por isso, se tornou o primeiro ex-atleta do futebol a compartilhar esse tipo de informação com o público.
Durante sua carreira, Richarlyson foi vítima de homofobia por anos, sendo constantemente questionado sobre sua sexualidade e ridicularizado por isso. Apesar disso, Richarlyson construiu uma carreira vitoriosa como jogador, com passagem por mais de dez clubes diferentes. Entre 2005 e 2010, o ex-volante foi campeão três vezes do Campeonato Brasileiro, além do título do Mundial de Clubes de 2005.
Hoje em dia, a presença de atletas LGBTQIAPN+ nos esportes é consideravelmente maior. Nas Olimpíadas de Paris, 195 competidores se identificavam como parte da comunidade, de acordo com a GLAAD, uma organização americana com foco na cultura e defesa dos direitos LGBTQIAPN+. No entanto, ainda há muito espaço para crescimento, principalmente no futebol masculino. Porém, coletivos como o Canarinhos LGBTQ+ seguem trabalhando para tornar o futebol mais inclusivo e democrático. Richarlyson é um ícone por ter demonstrado tanta perseverança!
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Manifesto Bissexual
Publicado originalmente em 1990, pela revista “Anything That Moves”, o ‘Manifesto Bissexual’ afirmou o compromisso de se debater uma sexualidade que vá além de gostar apenas de um gênero, exaltando a fluidez e a diversidade humana em seus afetos. O texto curto, de apenas quatro parágrafos, pode ser lido abaixo:
“Nós estamos cansados de sermos analisados, definidos e representados por outras pessoas que não somos nós mesmos, ou ainda pior, não considerados de todo. Nós estamos frustrados com a imposição do isolamento e a invisibilidade vindas da expectativa de anunciar ou escolher uma identidade homossexual ou heterossexual.
Monossexualidade é um ditame heterossexista usado para oprimir homossexuais e para negar a validade da bissexualidade.
Bissexualidade é um todo, identidade fluída. Não assuma que a bissexualidade é naturalmente binária ou poligâmica: que nós temos “dois” lados ou que nós precisamos estar envolvidos simultaneamente com dois gêneros para sermos seres humanos completos. De fato, não assuma que existem apenas dois gêneros. Não interprete nossa fluidez como confusão, irresponsabilidade, ou inabilidade de assumir compromisso. Não equipare promiscuidade, infidelidade, ou comportamento sexual inseguro com bissexualidade. Esses são comportamentos humanos que atravessam todas as orientações sexuais. Nada deve ser presumido sobre a sexualidade de ninguém, incluindo a sua.
Nós estamos irritados com aqueles que se recusam a aceitar nossa existência; nossas questões; nossas contribuições; nossas alianças; nossas vozes. É hora da voz bissexual ser ouvida.”
O texto original em inglês está disponível na página Bialogue.
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Lucas Martins, estudante de Jornalismo.
Ao mesmo tempo que ser bissexual é experimentar o melhor dos dois mundos, a gente acaba entrando numa grande questão que é tentar se encaixar na ideia dos 50% um, 50% outro. Como dizem por aí, o B de bissexuais não é de Beyoncé, nem Britney. É muito interessante poder se interessar sexual e afetivamente – mesmo que não necessariamente de maneira conjunta – por homens e mulheres. É melhor ainda quando as pessoas passam a enxergar isso com normalidade e não tentam, o tempo inteiro, colocar em xeque uma polarização entre ser hétero e homossexual.
Ter um dia que reforce a visibilidade bi é muito importante por isso. Além de já ser importante pela questão representativa e de luta, nos torna, realmente, visíveis.
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O boletim Berro! Comunicação para a Diversidade tem a proposta de reunir notícias, artigos, dados representativos, ações, produtores e conteúdos com o foco LGBTQIAP+. Este boletim é uma realização do Laboratório de Comunicação Cidade e Consumo (Lacon/Uerj). Gostaria de divulgar sua pesquisa acadêmica, produção artística ou audiovisual, evento ou outro conteúdo relacionado a temáticas LGBTQIA+? Entre em contato com a gente através de nossas redes sociais (@laconuerj) ou pelo e-mail berrouerj@gmail.com
Apoio:
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Coordenadores: Ricardo Ferreira Freitas, Vania Fortuna
Equipe LACON: Marcelo Resende, João V. Bessa, Carlos Matos, Pedro Rubim, Iris Souza, Bruno Silva e Rafael Nacif
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