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Sambay
Sambay é a primeira roda de samba LGBTQIAPN+ do Rio de Janeiro, criada em 2017 por Márcio Lima. Nascido em Madureira, Márcio cresceu em meio ao samba e aos desfiles de carnavais acompanhado da avó. Sentia falta de uma festa dedicada ao público LGBTQIAPN+, principalmente no samba. Decidiu, então, realizar a primeira edição do Sambay. A ideia não era segregar os públicos, mas realizar um espaço no qual pudesse se sentir à vontade, seguro e com diversidade.
Visando a fugir da ideia de festas LGBTQIAPN+ terem apenas Pop, Eletrônico e Funk, o Sambay traz também MPB, Samba, Rock e estilos musicais para todos os públicos. Versões pop em samba, por exemplo, realizando um espetáculo com balés e bandas ao vivo, com atrações do público LGBTQIAPN+, com um ambiente acolhedor. Seu sucesso é tão grande que, há alguns meses, a casa tem recebido cerca de 1500 frequentadores.
A Sambay foi pensada para mulheres, trans, gays, bissexuais poderem comemorar uma roda de samba feita especialmente para todos, todas e todes!
Acontece aos domingos, de 17h às 2h, no Mourisco Mar, na Av. Repórter Nestor Moreira, S/N – Botafogo, com ingressos gratuitos até as 19h e a partir de R$ 20,00 depois desse horário.
Instagram: @rodasambay
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Mais casais LGBTQIAPN+
Os casamentos LGBTQIAPN+ cresceram 20% em 2022 em comparação a 2021, enquanto os heteroafetivos aumentaram 4%, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O levantamento considera apenas casamentos civis registrados em cartórios sem contar com as uniões estáveis.
Em 2022, foram registrados 11 mil casamentos homoafetivos, maior número desde 2013, quando o CNJ fez uma regulação que obriga os cartórios de todo o país a celebrarem o casamento civil de pessoas do mesmo sexo, convertendo a união estável homoafetiva em casamento. Essas uniões representam 1,1% do total de casamentos registrados no Brasil.
Todas as regiões do país apresentaram um crescimento de casamentos LGBTQIAPN+: a com maior alta foi a Norte, com 32,8%, seguida do Sudeste, com 23,9%, e Sul, com 19,5%. Os casais formados por mulheres representam 60% do total de casamentos homoafetivos.
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BiaB
BiaB no CNPJ, Bia Bezerra no CPF, jovem, mulher, preta, suburbana e lésbica.
Em 2020, fez sua estreia lançando “Mulher” sua primeira música autoral. A cantora entende a música como a melhor forma de conexão com pessoas.
Por meio da arte, expressa sua identidade, sexualidade e subjetividade por meio de suas letras e sonoridades, carregando influências fortes da MPB, além do Soul, R&B e afrobeats. BiaB aborda temas dos mais diversos, como alegrias e dores do amor, diversão, etc.
Sua obra mais recente é o single intitulado “Serena”, que segue a identidade que a artista já carrega e a reafirma no segmento.
Coleciona colaborações com artistas como Yoùn, Gibi, SHURY, Melly, Black Queen, Gabz, Gibi e tantos outros jovens artistas. Em 2022, lançou uma apresentação exclusiva no Colors com a música “Pedra do Sal”.
Vale destacar que a BiaB tem duas músicas e um EP com nomes de locais culturais no Rio de Janeiro, será que vem mais por aí?
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Iná Odara
Você conhece Iná Odara?
Iná Odara Cholodoski, virtualmente conhecida como trava do limbo, é uerjiana, doutoranda e mestra em Sociologia pelo IESP/Uerj, pesquisadora associada ao Centro para o Estudo da Riqueza e da Estratificação Social (CERES), pesquisadora do LabJaca e trabalha na agência África, além de ser dona da Loja Eneágono e organizadora de listas Trans/NB Free em eventos e festivais por todo o Brasil.
Iná traz em suas diversas atuações uma visão transversal desde a execução de suas pesquisas, passando pelo trabalho realizado em sua loja, além de mobilizadora das listas Trans NB Free, que são fundamentais para diversificar o público e gerar uma inclusão efetiva nos festivais de música por todo o país.
Confira a entrevista completa com a pesquisadora no Instagram do Lacon ou no link, onde abordamos o debate das cotas trans, a importância da representação humana de forma plural e inclusão em todos os espaços como os da mídia, os acadêmicos e culturais, através de políticas efetivas.
@travadolimbo no Instagram |
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Toda cisgeneridade é a mesma? Subalternidade nas experiências normativas
O texto escolhido para a leitura deste mês, de Helena Vieira, explora o conceito de cisgeneridade e suas lacunas quando dissociado da normatividade. Ele destaca a importância de reconhecer e respeitar as diversas cisgêneras como meio de combate à marginalização de grupos “subalternos”, dentro da comunidade cisgênero.
Para acessar o texto, clique neste link
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Manuela Alves Inocêncio
O meu nome é Manuela, eu sou uma mulher trans, tenho 27 anos e atualmente moro no Vidigal. Na verdade, eu já morei em muitos lugares. Curso Pedagogia na UERJ e tenho uma formação anterior na área de História.
Um pouco sobre a minha relação com a faculdade? Bom, ela serviu e serve para desmistificar alguns pré-conceitos a respeito de acolhimento e recepção de pessoas trans, mais especificamente, travestis no ensino superior. Primeiramente, eu não encontrei nenhuma ação prática para coibir violências contra pessoas trans. O que há é uma ouvidoria que nem sequer tem uma funcionalidade prática, e coletivos que, a depender do humor e de quem traz a demanda, eles ignoram.
No meio individual, eu posso dizer que é ótimo, a Manuela tem uma relação ótima com essa instituição, mas como uma pessoa trans, infelizmente, não posso dizer isso. Sou uma das poucas travestis do meu curso, quiçá a única, e me sinto invisibilizada quando minhas demandas, como o respeito aos pronomes, algo tão simples, é levado com tão pouca seriedade, ou quase nenhuma. O que motiva são os vínculos individuais e as conexões criadas dentro disso, seja na docência, na arte e nas relações interpessoais. No entanto, isso ainda é pouco, ao mínimo que deveria existir.
Um dos momentos mais importantes foi quando eu conheci a minha prima. Eu já me sentia especial, como eu ouvi certa vez na infância, de ser uma pessoa diferente. Porém, tudo isso balançou, acho que o melhor termo é esse, balançar, um verbo tão caro a minha vida, quando a minha prima, uma mulher trans, apareceu. Eu me sentia tão sozinha e ela me entendeu. Nesse momento, a família começou a fazer mais sentido, sentido de fato. Claro que doeu. Óbvio que machucou muito. No entanto, eu sabia que não estava sozinha no mundo, e tinha alguém com forte relação comigo que me entendia, nossas “doloridades”, como ela fala, e que tudo poderia ser pelo menos um pouco mais leve. É saber que eu não estou sozinha. Não necessariamente falando apenas de outras travestis, mas de ter uma rede de apoio, pessoas que amo, nessa ressignificação de família, que estão comigo. Não me sinto tão só.
Eu acredito em dias melhores. Mas eu vejo muita luta e ainda muito sofrimento, sendo sincera. As pessoas são muito ruins e covardes, e isso não vai mudar se não tivermos uma postura. Porém, não dá para ter isso sempre, às vezes precisamos parar, respirar e cuidar da gente, do nosso eu.
É muito difícil, cansa e os pensamentos não são dos melhores. Eu entendo quem desiste e não é fraqueza, acho que em certo ponto é autocuidado. Lutar é ótimo, mas cansa. A respeito de dias melhores, eu espero uma vida pacata, de preocupações pacatas de uma vida. Essa é a minha utopia.
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O boletim Berro! Comunicação para a Diversidade tem a proposta de reunir notícias, artigos, dados representativos, ações, produtores e conteúdos com o foco LGBTQIAP+. Este boletim é uma realização do Laboratório de Comunicação Cidade e Consumo (Lacon/Uerj). Gostaria de divulgar sua pesquisa acadêmica, produção artística ou audiovisual, evento ou outro conteúdo relacionado a temáticas LGBTQIA+? Entre em contato com a gente através de nossas redes sociais (@laconuerj) ou pelo e-mail berrouerj@gmail.com
Apoio:
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Coordenadores: Ricardo Ferreira Freitas, Vania Fortuna
Bolsista Qualitec: Marcelo Resende
Bolsista Proatec: João V. Bessa
Bolsistas: Carlos Matos, Pedro Rubim
Equipe: Alunos da Disciplina Estágio Supervisionado I LCI (Erika Maria, Flora Buonocore e Suelen Cristine) Profº Roberto Vilela Elias
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