Hoje, dia 31 de agosto, acontece na Rua da Carioca, 45, às 17h, o “Sarau D’Elas”, celebrando o orgulho e a visibilidade lésbica. O evento, apoiado pela Aliança Nacional LGBTQIAPN+, contará com a participação da cantora e militante Elza Ribeiro, com a Fina Batucada, bateria de mulheres premiada em 2003 com o Estandarte de Ouro do jornal O Globo, e ainda com o Varal Poético da ativista Lea Carvalho.
A Princesinha do Mar, como é conhecido o bairro de Copacabana, será palco da 28ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ do Rio de Janeiro. Marcada para acontecer no dia 24 do mês de setembro, logo após o início da primavera brasileira, o evento contará com atrações que ainda serão divulgadas oficialmente. A Parada LGBTQIAPN+ acontece anualmente em diversas cidades brasileiras.
Esta será a segunda edição presencial após o período de isolamento social ocasionado pela pandemia de COVID-19. O tradicional evento, que representa a celebração da cultura, do orgulho e do amor entre os indivíduos LGBTQIAPN+, tem um fortíssimo papel político na garantia de direitos essenciais para a comunidade.
A parada carioca, geralmente organizada pela ONG Arco-Íris, é considerada a segunda maior do Brasil, atrás somente da cidade de São Paulo.
A indicação deste mês é o “Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+”. Criado em novembro de 2019 com o intuito de unificar as torcidas da comunidade LGBTQIAPN+ do Brasil, o grupo desenvolve um trabalho importante para a comunidade, que ainda sofre com o preconceito dentro de campo, nas arquibancadas e fora delas.
O grupo, que conta com a parceria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), se compromete em construir ações conjuntas que visam a combater a LGBTfobia no futebol por meio da mobilização de denúncias de casos de homofobia praticada por agentes do futebol brasileiro e pelo levantamento de pesquisas que contribuem com a erradicação da violência no esporte.
Atualmente, 22 torcidas e coletivos, de 21 clubes nacionais, fazem parte da iniciativa. Quer conhecer melhor a nossa indicação? Clique neste link.
Robeyoncé Lima é advogada, ativista e política aqui no Brasil. Ela se tornou conhecida por ser a primeira advogada trans das regiões Norte e Nordeste e a segunda de todo o Brasil. Conseguiu retificar seu nome nos registros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, com isso, tornou-se a primeira negra e nordestina a conseguir usar o nome social em sua carteira profissional.
Em 2016, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Inclusive, a turma de Robeyoncé foi batizada com o nome dela. Integrou-se ao Juntas em 2018, cujo objetivo do coletivo é a ocupação da Assembleia Legislativa em defesa dos direitos humanos.
Em 2022, ela se candidatou à deputada federal pelo PSOL. Durante a campanha, Robeyoncé Lima sofreu diversos ataques transfóbicos, numa tentativa de deslegitimação da candidatura de uma das vozes mais importantes do Brasil contra a transfobia. Porém, a ativista conseguiu 80 mil votos e só não foi eleita por causa do quociente eleitoral. Apesar disso, Robeyoncé afirma estar representada por Erika Hilton (PSOL) e Duda Salabert (PDT), as primeiras trans no Congresso Nacional.
“O enfrentamento à violência contra a população trans e a população LGBTQIA+ de maneira geral é fundamental, para que a gente possa sair desse topo de ranking vergonhoso, de país que mais mata travestis e transexuais no mundo”, afirma Robeyoncé Lima.
“Acesso à cidadania por travestis e transexuais no Brasil: um panorama da atuação do Estado no enfrentamento das exclusões.”
Dissertação de mestrado acerca do acesso à cidadania trans, escrito por Caio Benevides Pedra, professor e pesquisador em direitos humanos e diversidade. Acesse aqui!
DEPOIMENTO DA EDIÇÃO
Sema
“Minha trajetória como artista começou quando passei a cursar Artes Visuais na Uerj. Eu tinha a intenção de trabalhar com ilustração, pois gostava muito de desenhar. Entretanto, o curso me levou por outro caminho. Passei a frequentar exposições de arte contemporânea em museus e galerias. Os meus trabalhos artísticos começaram a ter influência de tudo aquilo que eu estava tendo contato nesse mundo e, aos poucos, a minha produção foi amadurecendo. Comecei a enviar meus trabalhos para editais e, enfim, participei das minhas primeiras exposições coletivas. Também entendi que minha produção poderia ser uma forma de pesquisa acadêmica e, assim, iniciei projetos de pesquisa e extensão de alguns professores.
Meu trabalho passou por importantes instituições de arte como a Galeria Anita Schwartz, o Paço Imperial, o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, a Casa França-Brasil, dentre outros. A universidade teve um importante papel em minha carreira, pois foi ali onde eu tive contato com a arte contemporânea e acreditei que a profissão de artista visual seria possível para mim. Eu encontrei um foco, uma paixão, que de fato me fez sentir pertencente.”
O boletim Berro! Comunicação para a Diversidade tem a proposta de reunir notícias, artigos, dados representativos, ações, produtores e conteúdos com o foco LGBTQIAP+. Este boletim é uma realização doLaboratório de Comunicação Cidade e Consumo (Lacon/Uerj).
Gostaria de divulgar sua pesquisa acadêmica, produção artística ou audiovisual, evento ou outro conteúdo relacionado a temáticas LGBTQIA+?
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👥Equipe: Ricardo Freitas (coordenador), Vania Fortuna (sub-coordenadora), Maria Helena Carmo, Marcelo Resende, Rafael Nacif, Carlos Matos, Guilherme da Costa e Manuela Howat.