Rio de Janeiro, Fevereiro e Março…
Rio de Janeiro: O abismo entre o marketing sustentável e o esvaziamento da pauta ambiental
O Rio de Janeiro vive hoje um paradoxo ambiental. De um lado, a vitrine internacional da Prefeitura empilha reconhecimentos. De outro, a estrutura técnica que deveria executar essas políticas — a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), fundada em 1994 — definha sob um processo de esvaziamento administrativo. Enquanto o Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática (PDS) e a Agenda 2030 orientam o marketing oficial, a realidade urbana é marcada por um “evento ininterrupto” que ignora a preservação básica.
A agenda institucional da cidade é vasta e conta com o suporte de organismos globais. Iniciativas como o Plano Verão e o programa Rio Inclusivo e Sustentável (em parceria com o ONU-Habitat) buscam preparar o município para o “novo normal” climático. No entanto, o entusiasmo das campanhas esbarra em números do Instituto Cidades Sustentáveis (ICS): em pesquisa de 2025, 75% dos cariocas afirmaram que deixariam a cidade se pudessem. Embora a segurança pública seja o motor principal, o índice revela o esgotamento de um modelo de cidade que prioriza a gestão voltada à desburocratização e à captação de grandes eventos em detrimento da qualidade de vida básica.
A eficácia dessas políticas é posta em xeque por uma mudança estrutural ocorrida em março de 2021. Através do Decreto RIO nº 48.481, a competência do licenciamento ambiental e urbanístico foi retirada da SMAC e transferida para a pasta de Desenvolvimento Econômico (hoje integrada à SMDU – Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento). Com a mudança, o crivo ambiental passou a ser gerido pela mesma pasta responsável pela aceleração de projetos urbanos — uma estrutura que, segundo especialistas em direito ambiental, pode fragilizar a independência das vistorias. Críticos apontam que essa centralização prioriza o lucro imediato sobre a saúde mental e políticas públicas nas áreas verdes.
Até mesmo as ações de restauração florestal sofrem com a priorização frente ao que é divulgado. O anúncio do uso de drones para lançar sementes em encostas, em parceria com a startup Morfo em 2024, foi classificado por engenheiros florestais como uma iniciativa equivocada. A técnica ignora um entrave botânico básico: a dominância do capim colonião (Megathyrsus maximus). Sem o coroamento e o manejo prévio do solo para retirar essa gramínea invasora, as sementes lançadas via drone não conseguem germinar. Para especialistas, o projeto gerou postagens virais em redes sociais, mas o retorno ecológico nas encostas degradadas é nulo.
A multiplicação dessas iniciativas mostra que o enfrentamento da crise climática se tornou uma pauta estruturante. Ao mesmo tempo, o cenário de centralização política levanta uma questão central: quem participa das decisões que irão definir os caminhos do futuro climático do Rio de Janeiro?
Rio Entre Esquinas
O Rio na luta por justiça climática e desenvolvimento sustentável justo
Rede Favela Sustentável
Criada em 2018, a Rede Favela Sustentável é um projeto que, em 2026, conecta 1.150 participantes, incluindo moradores de 370 favelas na região do Grande Rio.
A rede articula a luta coletiva por justiça climática e o desenvolvimento sustentável valorizando o conhecimento local e o potencial de sustentabilidade das favelas, onde reside de 22% a 26% da população do Rio de Janeiro. A iniciativa nasce do reconhecimento de que muitas ações de desenvolvimento sustentável e de transição energética justa não integram as comunidades, sendo frequentemente implementadas de forma verticalizada (de cima para baixo) e sem a participação efetiva dessa população.
Em 2025, a Rede Favela Sustentável, por meio de mais de 100 de seus integrantes, elaborou uma carta-manifesto. Este documento foi endereçado às autoridades globais presentes na COP30, com a exigência central de que as favelas, comunidades tradicionais e marginalizadas fossem colocadas no centro das decisões climáticas globais. O manifesto enfatiza que a crise climática afeta desproporcionalmente as populações marginalizadas, as primeiras a sofrerem com inundações, deslizamentos de terra e secas. Dessa forma, a carta argumenta que as comunidades mais vulneráveis devem estar no centro da busca por soluções sustentáveis, cabendo a elas a liderança na definição dessas estratégias. A prioridade deve ser dada aos conhecimentos ancestrais, à adoção de Soluções Baseadas na Natureza e à adoção ampla de práticas de eficácia já comprovada e implementadas nos seus próprios territórios.
Criada em 2018, a Rede Favela Sustentável é um projeto que, em 2026, conecta 1.150 participantes, incluindo moradores de 370 favelas na região do Grande Rio.
A rede articula a luta coletiva por justiça climática e o desenvolvimento sustentável valorizando o conhecimento local e o potencial de sustentabilidade das favelas, onde reside de 22% a 26% da população do Rio de Janeiro. A iniciativa nasce do reconhecimento de que muitas ações de desenvolvimento sustentável e de transição energética justa não integram as comunidades, sendo frequentemente implementadas de forma verticalizada (de cima para baixo) e sem a participação efetiva dessa população.
Em 2025, a Rede Favela Sustentável, por meio de mais de 100 de seus integrantes, elaborou uma carta-manifesto. Este documento foi endereçado às autoridades globais presentes na COP30, com a exigência central de que as favelas, comunidades tradicionais e marginalizadas fossem colocadas no centro das decisões climáticas globais. O manifesto enfatiza que a crise climática afeta desproporcionalmente as populações marginalizadas, as primeiras a sofrerem com inundações, deslizamentos de terra e secas. Dessa forma, a carta argumenta que as comunidades mais vulneráveis devem estar no centro da busca por soluções sustentáveis, cabendo a elas a liderança na definição dessas estratégias. A prioridade deve ser dada aos conhecimentos ancestrais, à adoção de Soluções Baseadas na Natureza e à adoção ampla de práticas de eficácia já comprovada e implementadas nos seus próprios territórios.
O site da rede oferece um mapa que lista mais de 120 iniciativas que fazem parte do movimento na região do Grande Rio. Essas iniciativas estão distribuídas em várias categorias, tais como: Justiça Climática, Justiça Energética, Educação Ambiental, Direito ao Saneamento, Políticas Públicas Participativas, Soberania Alimentar, Cultura e Memória Local, e Saúde Coletiva.
Personagem da Gema
Marcele Oliveira
Para muitos, o som da chuva no telhado é convite ao sono. Para a produtora cultural Marcele Oliveira, a situação representa um sinal de alerta: “Existem pessoas que vão dormir ao som da chuva e tem pessoas que vão lidar com enchentes”, definiu a ativista em entrevista à Agência Pública.
Essa percepção do racismo ambiental — o conceito de que a crise climática castiga primeiro e mais forte as juventudes racializadas do Sul Global — é o que move a trajetória de Marcele. Sua trajetória não começou em gabinetes, mas na Ocupação Parquinho Verde, um movimento pela criação de uma nova e essencial área verde na Zona Oeste: o hoje reconhecido Parque Realengo Susana Naspolini.
Hoje, o território de atuação de Marcele se expandiu. De Realengo para comissões internacionais, ela integra o programa Jovens Negociadores pelo Clima e, desde a COP27 no Egito, representa vozes como as da Coalizão Clima É de Mudança e do Perifalab. Em 2025, como Campeã de Juventude da COP30, ela levou aos líderes globais uma cobrança direta: o tempo das periferias, sobretudo no sul global, é diferente dos cronogramas diplomáticos.
ImaginaRio Entrevista
Juliana Nascimento, estudante de jornalismo e estagiária do ((o))eco
Juliana Nascimento é estudante de jornalismo pela Uerj e estagiária do portal ((o))eco, que traz um olhar crítico sobre a cobertura climática no Brasil. Para ela, o papel do jornalista vai muito além de reportar dados: trata-se de uma curadoria sensível que busca dar o microfone a quem vive na linha de frente das mudanças ambientais.
O debate sobre mudanças climáticas tem ganhado cada vez mais espaço no noticiário. Na sua visão, qual é o papel do jornalismo ambiental na construção desse debate público?
Juliana: O papel é de ampliar a conversa e traduzir esse tema. Quando falamos de mudanças climáticas, muitas vezes lidamos com termos extremamente técnicos: relatórios, licenciamentos e dados que não são familiares ao público. O trabalho do jornalista é “bater cabeça” mesmo: conversar com especialistas e olhar os dados para traduzir tudo isso. Mas sinto que há uma função muito mais sensível, que é ouvir quem está vivendo essas mudanças. Precisamos contemplar o maior número possível de personagens em territórios diferentes, para entender como os impactos acontecem na vida dessas pessoas. É quase um trabalho de curadoria. A gente organiza informações da ciência, política e economia de um jeito que faça sentido. E isso é fundamental porque o jornalismo ajuda a tornar as disputas de interesse mais visíveis. A burocratização das informações ambientais é intencional: ela torna os problemas invisíveis. Se não fosse o jornalista para decodificar isso, as tomadas de decisão seriam ainda mais comprometidas.
Quando é hora de decidir sobre o tema, cientistas e políticos dominam o microfone. No seu trabalho, quem você sente que são os “invisíveis” dessa pauta e como o jornalismo ambiental pode garantir que esses territórios sejam ouvidos sem serem apenas objetos de estudo?
Juliana: As pessoas que mais precisariam estar com o microfone na mão muitas vezes não são consideradas fontes de conhecimento. O debate costuma ser dominado por especialistas, autoridades políticas e burocratas, mas há grupos que vivem as mudanças no dia a dia, que propõem soluções e que geralmente não são ouvidos. Estamos falando de povos indígenas, quilombolas, marisqueiras, pescadores e moradores de periferia. São territórios que têm cor e um histórico de opressão. Vimos isso na COP30, em Belém: mesmo sendo um evento global em solo brasileiro, lideranças tradicionais tiveram que se mobilizar muito para ter algum tipo de escuta. Essa invisibilização é responsável por um extermínio. No Rio de Janeiro, sabemos quais lugares vão sofrer com as chuvas, as autoridades sabem. Mas por que alguns territórios recebem infraestrutura pública e outros não? A gente sabe qual é a resposta. O jornalismo ambiental foca na justiça climática, e para isso, precisamos ouvir quem está marcando o território. Conhecer seu solo e sua terra é tão importante quanto o conhecimento dos cientistas.
Conceitos como transição energética e ESG passaram a circular com mais força no debate público. Como podemos separar um compromisso concreto com a pauta ambiental da “maquiagem verde” (greenwashing)? Como o jornalista evita de ser um propagador dos comunicados de imprensa das grandes corporações?
Juliana: Esse tema cresceu muito com a COP30 no Brasil. Eu tenho minhas críticas, pois acho que o evento teve um pouco de greenwashing. Falou-se muito sobre o “fim dos combustíveis fósseis”, mas o tema foi tratado de forma superficial, não foi o foco central como deveria ser, já que é uma meta negociável entre as nações. Enquanto lobistas tinham credenciais a rodo, as populações originárias precisavam protestar para serem ouvidas. Isso exige um olhar crítico do jornalista para investigar as práticas concretas dessas corporações: as metas são mensuráveis? Existe transparência? Qual o histórico dessa instituição? Discursos avançados convivem, muitas vezes, com práticas que geram impactos negativos. Para o jornalista, o dever de casa é ir além do release e buscar dados com pesquisadores independentes e comunidades afetadas.
Trabalhar no jornal ((o))eco exige que você consiga traduzir temas complexos para públicos diversos. Além disso, o Brasil tem o histórico hostil com jornalistas ambientais. Como a sua identidade enquanto uma mulher preta te ajuda ou te dificulta nesse processo de comunicação?
Juliana: O jornalismo ambiental foi deixado de propósito nesse campo da burocracia para ser um nicho. Desburocratizar o tema é torná-lo mais diverso, e isso só é possível diversificando o corpo das redações. É importante ter mais pessoas pretas do meu lado, com diferentes trajetórias. Diversidade não é só representação simbólica, ela amplia o olhar. No ((o))eco, percebi diversos sotaques na reunião de pauta e um esforço para incluir pessoas LGBTQIAPN+ e de fora do eixo Sul-Sudeste. Isso influencia o que vai ser pautado e quem será ouvido como fonte. Quando diversificamos quem escreve, as pessoas que consomem a informação também se tornam cada vez mais diversas.
Para estudantes e jovens comunicadores que se interessam por meio ambiente e clima, que caminhos você indicaria para começar a atuar nesse campo?
Juliana: Pesquise e se familiarize. Quanto mais você busca, mais o algoritmo te entrega informações confiáveis. Procure agências como InfoAmazonia, o próprio ((o))eco e o #Colabora. Se você gosta de economia, cultura ou política, você pode — e deve — falar de meio ambiente. Ele está interconectado com todas as editorias.
O debate sobre mudanças climáticas tem ganhado cada vez mais espaço no noticiário. Na sua visão, qual é o papel do jornalismo ambiental na construção desse debate público?
Juliana: O papel é de ampliar a conversa e traduzir esse tema. Quando falamos de mudanças climáticas, muitas vezes lidamos com termos extremamente técnicos: relatórios, licenciamentos e dados que não são familiares ao público. O trabalho do jornalista é “bater cabeça” mesmo: conversar com especialistas e olhar os dados para traduzir tudo isso. Mas sinto que há uma função muito mais sensível, que é ouvir quem está vivendo essas mudanças. Precisamos contemplar o maior número possível de personagens em territórios diferentes, para entender como os impactos acontecem na vida dessas pessoas. É quase um trabalho de curadoria. A gente organiza informações da ciência, política e economia de um jeito que faça sentido. E isso é fundamental porque o jornalismo ajuda a tornar as disputas de interesse mais visíveis. A burocratização das informações ambientais é intencional: ela torna os problemas invisíveis. Se não fosse o jornalista para decodificar isso, as tomadas de decisão seriam ainda mais comprometidas.
Quando é hora de decidir sobre o tema, cientistas e políticos dominam o microfone. No seu trabalho, quem você sente que são os “invisíveis” dessa pauta e como o jornalismo ambiental pode garantir que esses territórios sejam ouvidos sem serem apenas objetos de estudo?
Juliana: As pessoas que mais precisariam estar com o microfone na mão muitas vezes não são consideradas fontes de conhecimento. O debate costuma ser dominado por especialistas, autoridades políticas e burocratas, mas há grupos que vivem as mudanças no dia a dia, que propõem soluções e que geralmente não são ouvidos. Estamos falando de povos indígenas, quilombolas, marisqueiras, pescadores e moradores de periferia. São territórios que têm cor e um histórico de opressão. Vimos isso na COP30, em Belém: mesmo sendo um evento global em solo brasileiro, lideranças tradicionais tiveram que se mobilizar muito para ter algum tipo de escuta. Essa invisibilização é responsável por um extermínio. No Rio de Janeiro, sabemos quais lugares vão sofrer com as chuvas, as autoridades sabem. Mas por que alguns territórios recebem infraestrutura pública e outros não? A gente sabe qual é a resposta. O jornalismo ambiental foca na justiça climática, e para isso, precisamos ouvir quem está marcando o território. Conhecer seu solo e sua terra é tão importante quanto o conhecimento dos cientistas.
Conceitos como transição energética e ESG passaram a circular com mais força no debate público. Como podemos separar um compromisso concreto com a pauta ambiental da “maquiagem verde” (greenwashing)? Como o jornalista evita de ser um propagador dos comunicados de imprensa das grandes corporações?
Juliana: Esse tema cresceu muito com a COP30 no Brasil. Eu tenho minhas críticas, pois acho que o evento teve um pouco de greenwashing. Falou-se muito sobre o “fim dos combustíveis fósseis”, mas o tema foi tratado de forma superficial, não foi o foco central como deveria ser, já que é uma meta negociável entre as nações. Enquanto lobistas tinham credenciais a rodo, as populações originárias precisavam protestar para serem ouvidas. Isso exige um olhar crítico do jornalista para investigar as práticas concretas dessas corporações: as metas são mensuráveis? Existe transparência? Qual o histórico dessa instituição? Discursos avançados convivem, muitas vezes, com práticas que geram impactos negativos. Para o jornalista, o dever de casa é ir além do release e buscar dados com pesquisadores independentes e comunidades afetadas.
Trabalhar no jornal ((o))eco exige que você consiga traduzir temas complexos para públicos diversos. Além disso, o Brasil tem o histórico hostil com jornalistas ambientais. Como a sua identidade enquanto uma mulher preta te ajuda ou te dificulta nesse processo de comunicação?
Juliana: O jornalismo ambiental foi deixado de propósito nesse campo da burocracia para ser um nicho. Desburocratizar o tema é torná-lo mais diverso, e isso só é possível diversificando o corpo das redações. É importante ter mais pessoas pretas do meu lado, com diferentes trajetórias. Diversidade não é só representação simbólica, ela amplia o olhar. No ((o))eco, percebi diversos sotaques na reunião de pauta e um esforço para incluir pessoas LGBTQIAPN+ e de fora do eixo Sul-Sudeste. Isso influencia o que vai ser pautado e quem será ouvido como fonte. Quando diversificamos quem escreve, as pessoas que consomem a informação também se tornam cada vez mais diversas.
Para estudantes e jovens comunicadores que se interessam por meio ambiente e clima, que caminhos você indicaria para começar a atuar nesse campo?
Juliana: Pesquise e se familiarize. Quanto mais você busca, mais o algoritmo te entrega informações confiáveis. Procure agências como InfoAmazonia, o próprio ((o))eco e o #Colabora. Se você gosta de economia, cultura ou política, você pode — e deve — falar de meio ambiente. Ele está interconectado com todas as editorias.
Leitura do Mês
Newsletter do ((o))eco
Fundado em 2004, ((o))eco é um dos principais veículos de jornalismo ambiental do Brasil, dedicado à cobertura de temas como biodiversidade, conservação da natureza, mudanças climáticas e políticas ambientais. A newsletter do portal reúne reportagens, análises e recomendações de leitura que ajudam a acompanhar os principais debates socioambientais da semana.
Em um contexto em que discussões sobre crise climática, transição energética e sustentabilidade ganham cada vez mais espaço nas políticas públicas e no debate urbano, acompanhar iniciativas de jornalismo ambiental torna-se uma forma de ampliar o repertório e compreender as disputas que atravessam o futuro climático das cidades.
Além da produção jornalística, ((o))eco também desenvolve iniciativas de formação, como cursos e conteúdos voltados à educação ambiental e ao fortalecimento do jornalismo especializado na área.
Esta edição foi produzida por Laiza Villaça e Pedro Della Favera – bolsistas do Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo (Lacon/Uerj), sob a supervisão de Marcelo Alves de Resende, doutorando do PPGCom/Uerj e bolsista Qualitec do Lacon.

