ImaginaRio #73 – Autistas também crescem

Mais do que um diagnóstico, o Transtorno do Espectro autista (TEA) também é uma questão de comunicação e de como nosso espaço urbano lida com as diferenças. Nesta edição, voltamos nosso olhar para a cidade sob a perspectiva do autismo, que, em grande parte, tem sua discussão limitada acerca da infância, trazendo poucos debates sobre os adultos que vivem com a deficiência. Como nossa cidade tem se adaptado a crianças pensando em sua estabilidade ao longo da vida? Como temos incluído a abordagem para diagnóstico e acompanhamento de pessoas já adultas, considerando os desafios sensoriais e sociais neurodivergentes? Abrir essa discussão é encarar o afastamento que surge quando o suporte estatal e social não tem sido tão abordado na maioridade, dificultando o direito básico de pertencimento a partir de falhas nas políticas públicas, destacando também a importância de redes que validem a trajetória de quem lida com a deficiência, inclusive em sua vida adulta. O convite é para pensarmos uma comunicação que humanize o diagnóstico e uma cidade que aprenda a incluir essas subjetividades de forma plena.

ImaginaRio #72

O Rio de Janeiro vive hoje um paradoxo ambiental. De um lado, a vitrine internacional da Prefeitura empilha reconhecimentos. De outro, a estrutura técnica que deveria executar essas políticas — a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), fundada em 1994 — definha sob um processo de esvaziamento administrativo. Enquanto o Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática (PDS) e a Agenda 2030 orientam o marketing oficial, a realidade urbana é marcada por um “evento ininterrupto” que ignora a preservação básica.

ImaginaRio #67 – Sistema de Cotas na Universidade

As políticas de cotas no Brasil surgiram no início dos anos 2000 como resposta às desigualdades sociais e raciais historicamente presentes no país. Elas têm o objetivo de ampliar o acesso ao ensino superior para grupos que foram excluídos ao longo do tempo.

Existem diferentes tipos de cotas, como as raciais, voltadas a pessoas negras, pardas e indígenas; as sociais, destinadas a estudantes de baixa renda e egressos de escolas públicas; para pessoas com deficiência e, em algumas instituições, para quilombolas e povos tradicionais. A adoção dessas políticas tem grande impacto na democratização do ensino, pois aumenta a diversidade dentro das universidades, reduz desigualdades e oferece oportunidades reais de mobilidade social.