Rochele Moura
Resumo
O grupo de K-pop XLOV estreou em janeiro de 2025 com o EP “I’mma Be”, no entanto, foi apenas em junho de 2025 que o grupo ganhou maior repercussão, com o lançamento do videoclipe “1&Only”. A repercussão pode ser atribuída ao conceito sem gênero do grupo, ainda que o binarismo de gênero seja há tempos questionado no K-pop, conforme Urbano (2025). Em entrevista, Wumuti, líder do XLOV, declarou: “Queremos remover essa ideia de ‘porque você nasceu homem, […] então você deve usar terno e gravata’. Se eu quiser usar gravata, eu usarei. Se eu quiser usar vestido, usarei vestido”3.
A metodologia do trabalho baseia-se no roteiro performático proposto por Taylor e descrito em Pereira de Sá (2021), composto por seis elementos: 1) local físico; 2) corporalidade; 3) possibilidade de inversão; 4) sistemas multifacetados de transmissão; 5) impulso de posicionamento do público; 6) ideia de reativação de conteúdo. Portanto, compreendendo-se os elementos centrais, a performance do grupo pode ser esmiuçada.
Referências
BUTLER, Judith. Os atos performativos e a constituição do gênero: um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista. Tradução: Jamille Pinheiro Dias. In: Caderno de leituras n. 78, Chão da Feira, 2018.
SIMONE, Pereira de Sá. Música pop-periférica brasileira: videoclipes, performances e tretas na cultura digital. 1. ed. Curitiba: Appris, 2021.
URBANO, Krystal; ALVES, Beatriz Terezinha N. N.. Moving (k)queer pop: performance e teatralidade queer no videoclipe Move de Taemin. Temática, João Pessoa, v. 21, n. 7, p. 157–173, jul. 2025.
TAYLOR, Diana. O arquivo e o repertório: performance e memória cultural nas Américas. Tradução de Eliana Lourenço de Lima Reis. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
