Geovana Costa, Luisa Ferreira, Victor Affonso, Marcelo Resende, Leda Maria da Costa
Resumo
A homofobia estrutural, somada ao silêncio em torno da diversidade sexual, contribui para a invisibilidade de atletas e torcedores LGBTQIAPN+ (BANDEIRA, 2017; PINTO e ALMEIDA, 2018). Nesse cenário, surgem coletivos e torcidas que reivindicam a presença e o reconhecimento da comunidade LGBTQIAPN+ no futebol. Essas iniciativas ampliam o debate sobre inclusão, tensionam estigmas sociais e produzem novas formas de representatividade, especialmente no ambiente digital (VIMIEIRO, 2023). A internet oferece a possibilidade de práticas colaborativas que podem agilizar a mobilização e organização de grupos em torno de objetivos compartilhados (DE MORAES, 2011). Esta pesquisa objetiva mapear coletivos e movimentos torcedores LGBTQIAPN+ presentes nas redes sociais. Para tanto utilizou-se como base os sites Canarinhos LGBT7 e Guia Gay São Paulo8. A busca foi ampliada para as redes sociais Instagram, X (Twitter), Bluesky, TikTok, Threads e YouTube, com palavras-chave como “torcida LGBT” e “coletivo LGBT”, além da combinação com nomes de clubes.
Referências

BANDEIRA, G. Do Olímpico à Arena: elitização, racismo e heterossexismo no currículo de masculinidade dos torcedores de estádio. UFRGS, PPG em Educação, 2017. 

DE MORAES, D. Comunicação alternativa, redes virtuais e ativismo: avanços e dilemas. Revista Eletrônica Internacional de Economia Política da Informação da Comunicação e da Cultura, 9(2), 2011. 

PINTO, M; ALMEIDA, Marco. Novos “sujeitos-torcedorxs”: trajetórias e estratégias de visibilidade da Galo Queer, Bambi Tricolor e Palmeiras Livre. Mosaico, N. 14, 2018. VIMIEIRO, Ana. Torcedores como produtores: por uma abordagem comunicacional das culturas torcedoras. In.: VIMIEIRO, A. FORTES, R. A pesquisa em comunicação e esporte no Brasil. RJ: Fólio Digital, 2023

A dinâmica dos coletivos LGBTQIAPN+ nas redes sociais: representatividade no futebol brasileiro
Como citar:

COSTA, Geovana et al. A dinâmica dos coletivos LGBTQIAPN+ nas redes sociais: representatividade no futebol brasileiro. Lacon - Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo | UERJ, ano 2025. Disponível em: link. Acesso em: 12 de junho de 2026.

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