Histórico

A ideia para a criação do Laboratório de Comunicação, Consumo e Cidade (Lacon) surgiu em 2010, a partir do resultado de um projeto de pesquisa e extensão da UERJ chamado “Comunicação e consumo urbano: ressignificando o uso e o descarte de resíduos” (Comgeres), o qual foi realizado em duas etapas. A primeira incluiu a aplicação de 200 entrevistas no interior do Campus do Maracanã e contou com a participação da comunidade acadêmica. Na segunda fase, o projeto recebeu o apoio da Faperj, o que garantiu recursos para sua ampliação a três municípios do Estado além do Rio de Janeiro, aumentando o número de entrevistas realizadas para 616.

Com o objetivo de estudar as opiniões e as relações que a população carioca mantém com o lixo e para que fosse permitido o planejamento de ações de comunicação, no ano de 2010 a Faculdade de Comunicação Social da UERJ, através do Laboratório de Pesquisa de Mercado e Opinião Pública (LPO), propôs a realização desse projeto de pesquisa e extensão. A ideia era trabalhar as representações sobre o consumo, seus desdobramentos e a relação direta que ele mantém com o descarte de resíduos e como a geração de lixo afeta a qualidade de vida dos moradores do Rio de Janeiro.

Em 2012, com a criação do Lacon, os campos de pesquisa sobre cidade e consumo começaram a ser ampliados, como a violência no meio urbano, discurso midiático e produção audiovisual sobre o imaginário do Rio de Janeiro e os impactos dos megaeventos na cidade.

Dentre algumas das produções, pode-se destacar o conceito desenvolvido pelo coordenador, Ricardo Ferreira Freitas, e demais pesquisadores colaboradores, sobre os Megaventos dentro da visão da comunicação; a realização, em 2013, de pesquisa quantitativa sobre a percepção dos moradores do Rio de Janeiro a respeito dos eventos esportivos e transformações no espaço urbano; e a produção constante de artigos acadêmicos.

Atualmente, o eixo central do Lacon baseia-se na pesquisa do Prof. Ricardo Ferreira Freitas, que analisa as representações de violência no Jornal O Globo e Le Monde, nos períodos dos Jogos Olímpicos de 2016, que aconteceram no Brasil, e na Copa do Mundo de Futebol de 2018, que acontecerá na Rússia.

Um dos desdobramentos deste projeto está na construção de uma cartografia que abordará como o medo, nas notícias de um desses jornais (O Globo), é acessado nos elementos textuais e na própria construção de narrativa contextual.

O Laboratório também desenvolve um projeto de extensão com uma escola da rede municipal da cidade do Rio de Janeiro, cuja proposta é compreender como se dão as percepções dos estudantes a respeito dos espaços urbanos, em especial, dos espaços transformados por conta dos megaeventos.

Os reflexos das atividades desenvolvidas com a escola reverberaram em uma proposta de construir, junto aos mestrandos e doutorandos que integram a equipe, cursos de extensão para formação de estudantes em licenciatura. Nestes cursos, as temáticas sobre cidade serão abordadas em suas diversas representações, integrando também, em parceria com o Lampe e o Nectar, assuntos sobre o corpo e a alimentação.